História do Naturismo no Brasil - Parte 2

  Em 20 de Novembro de 1954 (apenas um ano depois que a INF foi organizada), Luz del Fuego criou no Rio de Janeiro o "Clube Naturista Brasileiro".

  Os registros oficiais do Partido Naturista e do Clube Naturista podem ser encontrados em: "Registro Civil de Pessoas Jurídicas", nos livros A3 e A1. Estes registros equivaliam a algo como o atual CNPJ.

  A revista "Freies Leban", no seu número 127, de janeiro de 1966, possui um artigo sobre o Clube Naturista Brasileiro e Luz del Fuego. O correspondente foi Paulo Pereira Silva, um jovem Naturista do Rio de Janeiro.

  A INF reconheceu oficialmente o grupo Naturista brasileiro em 1965, quando publicou no seu Guia Anual uma nota sobre a "Fraternidade Naturista Internacional do Brasil” (FNIB), primeiro nome da Federação Brasileira de Naturismo.

  Os estatutos do Partido e do Clube davam a Luz del Fuego o título de Presidente Perpétuo de ambos. Ela fez desta forma para manter o controle ético de ambos.

  Os princípios básicos do Partido e do Clube eram: "estimular a prática do Naturismo, sob rígidos princípios morais e de higiene".

Quarto Ato - Repressão e Pausa

  Em 1964 uma golpe ocorreu no Brasil e os militares tomaram o poder à força. Todos os partidos políticos foram considerados ilegais e as reuniões públicas eram controladas pelo governo. Foi criado um governo de extrema direita no Brasil com total proibição de direitos políticos.

  O Clube Naturista Brasileiro continuou a existir, mas ninguém tinha coragem de ir lá, por medo de ser considerado contrário ao regime.

  Em 1967, nossa idealizadora Luz del Fuego morreu, assassinada em condições até hoje não esclarecidas.

  A FNIB continuou a existir com dois grupos atuantes no Rio de Janeiro e Brasília e outros dois menores em Porto Alegre e Ubatuba. Destaca-se também a participação de Recife e Curitiba.

  Os Diretores da FNIB na época foram Daniel de Brito, Paulo Pereira, Osmar Paranhos, Heit e Hans Frillman (da Alemanha).

  Eles interromperam as reuniões públicas oficiais, mas mantiveram uma caixa postal para responder quaisquer dúvidas sobre Naturismo por carta. Eles também mandavam notas para a "Sun & Health" e "Freires Leban", mas foram descontinuadas por causa do controle político sobre as comunicações.

  Em 1972 a Associação Naturista Brasileira (ANB) - Novo nome dado à FNIB -, esteve oficialmente representada em Koversada, Iugoslávia no Congresso Internacional da INF.

  Nos meados da década de 70, grupos clandestinos tomavam banhos e se reuniam em Abricó (Rio de Janeiro-RJ), Olho de Boi (Búzios-RJ) e praia de Ubatuba (Ubatuba-SP), mas sempre sem fazer alarme disto, para não chamar atenção.

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